“Eu gosto do macio da pele dela, o efeito que o sorriso dela tem sobre mim, o jeito que ela me olha e desafia, o jeito que ela fala e discorda de mim, não sou muito fã da voz dela, mas da risada… Eu me perdia naquele som gostoso, tão gostoso quanto o seu beijo apaixonado, intenso e demorado. Aquelas noites, que dormíamos de ladinho, odiava! Me deixava com muito calor, as vezes sufocado! Eu podia sair dali e dormi pro outro lado, mas o cheiro da nuca dela me prendia ali, mesmo aquele cabelo, que pinicava no meu nariz, me irritava a noite toda, mas tudo isso era um sinal que ela ainda estava ali. Ela tem umas manias de arrumar tudo que ver pela frente, me brigar se fico doente, como se a culpa fosse minha! Sei que tudo isso é passageiro, que daqui a um tempo, ela não estará mais aqui. Por isso hoje eu digo, que aproveito com carinho, cada briguinha que temos por ai, me pego amando aquele rostinho rosado, irritado, fazendo bico, sorrindo, rindo, até dá vontade de rir. Vou faze-la bem, enquanto ela estiver por aqui, para que quando ela não estiver mais, lembrar de mim. Um dia, talvez eu seja a lembrança que fará ela sorrir.”
“Sorria. Não se esconda atrás desse sorriso. Mostre aquilo que você é, sem medo. Existem pessoas que sonham com o seu sorriso. Viva. Tente. A vida não passa de uma tentativa. Ame acima de tudo, ame a tudo e a todos. Não feche os olhos para a sujeira do mundo, não ignore a fome. Esqueça a bomba, mas antes, faça algo para combatê-la, mesmo que se sinta incapaz. Procure o que há de bom em tudo e em todos. Não faça dos defeitos uma distância e sim uma aproximação. Aceite. A vida, as pessoas – faça delas a sua razão de viver. Entenda. Entenda as pessoas que pensam diferente de você, não as reprove. Olhe à sua volta: quantos amigos! Você já tornou alguém feliz, hoje? Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo? Não corra. Para quê tanta pressa? Corra apenas para dentro de você. Sonhe. Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga. Acredite. Espere. Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela. Chore. Lute. Faça aquilo que gosta, sinta o que há dentro de você. Ouça. Escute o que as outras pessoas têm a dizer, é importante. Suba. Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo, mas não se esqueça daqueles que não conseguem subir a escada da vida. Descubra. Descubra aquilo que há de bom dentro de você. Procure, acima de tudo, ser gente.”
“As pessoas estão esquecendo o verdadeiro significado da palavra amor. Amar é bem diferente de gostar, gostar é algo mais simples, gostar tu gosta de pizza, de computador, de sair, de ficar com seus amigos, amar vai além disso, quando se gosta de alguém tu não move céus e terras pra ficar ao lado dela, quando se gosta de alguém tu desiste na primeira dificuldade que aparecer. Pessoas estão dizendo eu te amo como se fosse um bom dia, se elas tivessem noção do estrago que um eu te amo dito da boca pra fora causa… mas elas não sabem, por isso falam que amam como se fosse mas uma simples palavra dita. Elas tinham que sentir na pele o que é uma ilusão, como é ouvir um eu te amo e depois ver que tudo aquilo não era verdade, que todo aquela amor nunca chegou a existir, dizer que ama alguém é muito fácil, quero ver provar, coisa que muitos não fazem, é como dizem “Dizer eu te amo até um urso fala”. Amar é suportar tudo e mesmo assim nunca desistir, é ficar ali aguentando firme, pois o erro que aquela pessoa cometeu e bem menor que a falta que ela irá te fazer, e largar mão do orgulho, é estar com ele(a) nos piores e nos melhores momentos, é querer o bem dele(a) mesmo não sendo ao seu lado, muitos podem dizer que estou errada, mas pra mim amar é isso, pois tenho um exemplo de amor verdadeiro dentro de casa, vejo o quanto minha mãe suporta as derrapadas do meu pai e nunca desiste dele, nunca abre mão do seu casamento. A um tempo atrás eu não entendia o porque dela não largar ele, não entendia o porque dela continuar ao lado dele depois de tantos erros cometidos, hoje eu sei que se ela nunca desistiu foi porque o amor que ela sente por ele é bem maior que qualquer dificuldade, é bem maior que um erro que ele cometeu. Vamos parar de dizer “Eu te amo” e vamos aprender o verdadeiro significado dessa palavra.”
“Mas eu não posso… Não posso desistir de mim para tentar ficar contigo. Não posso esquecer as palavras que me anunciaram uma despedida, não devo me ater ao coração ou atropelar o que resta de dignidade. E o quanto eu queria o contrário não há palavras ainda em língua alguma que digam por mim, não há música, não há “sou-eu-assim-sem-você” que se encaixe, não há filme de guerra ou de amor que encene. Não há mais de nós por aí. O quanto eu queria que você me quisesse e que me fosse permitido te querer sem a culpa de querer justamente a mão que largou da minha, você nunca vai entender. Não foi uma noite ou duas. Não foi uma tarde vazia ou cheia. Não sei dizer o que foi que me levou a virar todas as esquinas onde sei que você jamais pisaria para não te encontrar mesmo querendo. Eu me preciso longe de ti, porque eu simplesmente me preciso. Não há “você” o bastante para mim, e olhe que eu não pedia muito. Te amar é me destruir; sou a faísca e você o oxigênio: o conjunto é letal. E eu não posso, não posso mais matar meu coração para te esperar. Não posso esperar que você queira, por acaso ou amor, voltar.”
“Tenho vontade de te chamar de idiota. Porque é isso que você é. Tá me perdendo e não percebeu ainda. Tá esperando legenda? Eu choro, respiro, tenho medo, mas isso não faz a mínima diferença pra você. Mas eu insisto em nós e vim aqui te pedir cuidado. Não me deixa ir embora, isso é quase uma súplica. Cuida do pouco que restou de nós pra ver se ainda vai restar alguma coisa pra contar pros nossos filhos - se eles existirem, claro - Mas não deixe eu sair por aquela porta. Mesmo que seja de mãos vazias. Eu não voltaria pra buscar nada. Porque na verdade, não ficaria nada para trás. Nem roupas, nem jóias. Nem amor. Nem lembranças. E isso vai doer que eu sei. É, eu só lamento, sabe. Lamento ter visto muita coisa numa pessoa que não viu nada em mim.”
“Senta ai, a conversa vai ser longa, e pode ser a ultima
Não, eu não me lembro do dia que te vi pela primeira vez, não lembro nossa primeira conversa, e não faço mais a mínima questão de querer lembrar. O que começou na amizade continuou na amizade, e a culpa não é minha, acredite que eu cheguei a ter as melhores e piores intensões contigo. Sei que eu prometi inúmeras vezes desistir de você, e eu sempre acabava admitindo que não queria desistir, que não conseguiria, não queria te esquecer, tão pouco já não era mais possível; mas entendi, compreendi, isso ficou mais estampado na testa do que pulseiras de neon numa festa. Você não me quer. E eu percebi que você não vale tanto a pena assim, não tanto quanto diziam, quanto parecia ser, quem sabe um pouco mais que uns cruzados novo; não falo isso por você simplesmente não me querer, e sim por brincar comigo, atiçar minha vontade de você, me extasiar com esse teu jeito bobo e fofo de ser, pra provar que é só um guri bobo e fofo, que não sabe se mexer, que não sabe ser homem. Admito, chorei por ti, quem diria, aquela coração duro tinha finalmente se entregado a uma paixão, já estava na hora – na hora de quebrar a cara; chorei uma vez, uma única vez por ti, foi raiva, dor, nostalgia, e digo que não valeu a pena, vejo agora enquanto meu peito se esforça pra manter o ritmo, eu me esforço para não desabar pela segunda vez, mas quem sabe eu deva desabar, despedidas merecem finais dramáticos já diziam os antigos romancistas. Nós estávamos chegando perto, no clímax para um novo degrau, e eu vinha a passos rápidos, querendo alcançar seu ritmo, porém eu tropeço, sempre caio, é triste ver isso, e te vejo, ao longe me deixando para trás, pegando um novo caminho, não estávamos mais no mesmo rumo. Você fez com que eu achasse uma parte desconhecida em mim, uma parte que ri de piadas sem graças, que cora pensando em nós dois juntos, que espera uma ligação, que sabe por palavras fofas e beijos em um texto; antes de você eu não conhecia esse meu lado romantizado. Agora eu digo que eu não me importava em voltar para as minhas lamurias, meus cortes, minhas drogas com bula; lá eu sofria por mim, por um amor próprio mal interpretado, lá meus sentimentos eram recíprocos – medo, angustia, ódio, magoa, rancor -, toda a tristeza era floreteada , meus choros eram em ritmo de gloria, agora eu tenho um soco no estomago e um sorriso bobo na cara, não se preocupe deve ser só mais uma depressão. Eu achei que te amava, sim, estava prestes a dizer o tal do eu te amo… mas eu queria um sinal teu, eu precisava… eu achava que estava tendo, mas eu sou tola, me fez de idiota. Eu gosto de ti, gosto muito de verdade, te disse isso, de varias formas, do meu jeito, mas eu disse, todo mundo já sabe, tu sabe né… e não me deixa escapar, mas tão pouco toma alguma atitude. Se eu queria um beijo? Eu queria, vários se possível. Guri não deixa eu desistir de ti, nenhum quer isso né? Se for pra ficar assim chega de enfeites em nossa amizade, não quero uma coisa bonitinha como guirlanda de porta; se eu tô confundindo as coisas desculpa, mas tu pode vir e esclarecer de uma vez por todas, venha de uma vez, desembuche, faça sinal de fumaça, mas diga quais são tuas intensões.”
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quem sabe seja só carência disfarçada de amor; Paula Zawatski